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segunda-feira, 30 de junho de 2014

Personagem especial: Adrian

A postagem de hoje será em homenagem ao personagem inédito que acaba de ganhar espaço na saga Entre o Céu e o Mar. O misterioso capitão em questão é dono de muitas façanhas, mistérios e denominações. Dizem as más línguas que a sua Nau é amaldiçoada. Nada sabemos sobre ele, senão que é um pirata que velejou por anos e conseguiu escapar do mar negro em busca do desbravamento do mundo. Não podemos descrever suas ambições, tampouco seus maiores anseios... O que Adrian sente, na verdade, sequer pode ter nome.
Apertem os cintos e se preparem para conhecer o misterioso capitão que arrancou profundas atenções de Annette em uma de suas aventuras marítimas.


Para melhor entender o caráter dessa postagem, sugiro ao tripulante que visite a matéria especial sobre os personagens principais AQUI, onde conhecemos melhor a história de Annette e Richter e, além disso, suas principais influências.
Curiosamente falando, Adrian não foi um personagem primordial como os demais. A intenção de criá-lo e inseri-lo no mundo de Entre o Céu e o Mar surgiu com a ideia de um Spin Off (um volume à parte, sem contudo comprometer aos demais livros), onde mergulharemos em um dos capítulos venturosos dos irmãos Legrand quando viveram perigosamente no Caribe. A posição de Adrian nesse volume deslumbra qualquer um. Não podemos dizer com clareza quem ele é... Muito menos tentar afirmar de onde ele veio (embora haja uma pista no volume UMA ODISSEIA ALÉM DO OCEANO, que aponta como berço as lendárias terras da Transilvânia). Há rumores de que Adrian ocupa duas identidades, que é filho de um bruxo e dono de uma fortuna inestimável (aparentemente, parte dela está enterrada em alguma ilha do pacífico). No decorrer da trama, muitas perguntas serão feitas acerca da sua existência. E quais serão seus passos ou atitudes? Por qual desordem do destino, Annette Legrand irá ao seu encontro? A personalidade, os sentimentos e os atos de Adrian estão unidos em um caldeirão que exala o mais obscuro poder do mal. Será ele um pirata amaldiçoado? Uma criatura impiedosa, cuja desumanidade levara centenas de homens a enxergá-lo como tal?


Como dito anteriormente, embora o volume seja independente, o mesmo carregará algumas informações não tão visíveis dos livros anteriores; pequenos detalhes que, talvez, possam ter passado por despercebido aos seus olhos. Contaremos, é claro, com a presença de alguns personagens já conhecidos além da Annette e do Vasseur. O título do volume já existe, mas será interessante mantê-lo em segredo até que o livro seja finalizado (não devemos esquecer que cada capítulo apresentará uma ilustração inédita).
Na página oficial de Entre o Céu e o Mar já estão sendo divulgadas algumas artes com o Adrian incluso, e da mesma maneira já divulgamos algumas raízes por trás da sua criação. O lendário capitão é um tributo a um personagem clássico da literatura do horror, com fortes ligações externas. Confiram abaixo algumas artes do Adrian já divulgadas! Todos os quadros farão parte do Artbook Oficial que será apresentado na Bienal de SP em agosto:



Eliane Pupo, a vencedora do sorteio Você e os personagens de Entre o Céu e o Mar (uma promoção que te deixa bem pertinho dos personagens) escolheu um desenho original ao lado do Adrian, e vejam de primeira mão o processo da arte que marca esse encontro fantástico entre o leitor e o personagem! A Arte é tradicional, feito com lápis 6B e tinta nanquin, 100% manual:


Assim como Annette, Vasseur, Richter, Charlotte e outros guerreiros, Adrian também é inspirado em uma pessoa real para as artes oficiais. Conheçam o Capitão Adrian da vida real, o modelo romeno Andrei Andrei:
Website oficial: http://www.andreiandrei.com
Espero que todos os tripulantes tenham gostado da postagem!
Que os mares estejam calmos e os levem em segurança (antes que a nau do Adrian apareça em seu caminho).
Um abraço!
Robson Gundim




sexta-feira, 23 de maio de 2014

Promoção - Você e os personagens de "Entre o céu e o mar"!


Tripulantes, hoje eu lhes trago uma novidade super bacana envolvendo os personagens da nossa saga ENTRE O CÉU E O MAR. Já pensou em encontrar algum personagem do livro? Eu costumo dizer sempre que quando se há arte, nada é impossível... Nem mesmo a distância. Visando essa questão (sim, porque eu já me encontrei com a Annette!) decidi me reunir com alguns parceiros para falarmos sobre a ideia que resultou nesta implacável promoção: Você escolherá o seu personagem favorito e tentará a sorte de ter um desenho original dele ao seu lado. Já se imaginou posando com a Annette? O Richter? O vasseur? É tudo muito simples!

Será necessário apenas preencher o formulário ao fim da postagem com o nome do seu personagem preferido, um e-mail para contato, e curtir a página do livro no facebook, para concorrer. Se quiser mais chances, pode preencher as outras opções.

Agora confiram os personagens em destaque, e façam uma excelente escolha. (A promoção também é válida para quem não leu ainda).

ANNETTE LEGRAND
Possui um caráter especial. Bela, aventureira e muito corajosa, ao deixar o colégio ela preferiu os campos a ter de viver na cidade grande. Apesar da bravura, é dona de um bondoso coração e admite não suportar os costumes exagerados da nobreza que oprimiu a sua mocidade. Annette é muito curiosa, pensativa e sempre tem as palavras corretas para desvencilhar-se das bruscas perguntas, no entanto, carrega um espirito sensível que muitas vezes a permite fraquejar.

RICHTER BELMONT
É o último sangue vivo dos Belmonts, tão livre quanto o vento, indomável quanto o tempo, poderoso quanto o sol, enlaça a vida da mulher que nunca pôde esquecer, entregando-se a um sentimento o qual jurava nunca ter conhecido ou, tampouco, ouvido falar. Richter passou por um grande trauma ainda quando criança, e por essa razão é reservado por natureza. Domina uma forte personalidade e ao tempo em que é uma pessoa amigável, também pode ser tornar uma criatura feroz. Somente Annette, dentre todas as belas, é quem consegue dominar essa “fera”.

NICHOLAS WILLEFORT
É o nobre herdeiro do império Willefort, muito elegante, cortês e amigável. Conheceu Annette no sofisticado colégio da grande cidade, onde, com o passar do tempo, tornaram-se noivos. Embora seja proveniente do berço da nobreza, ao contrário da irmã e dos pais, Nicholas carrega uma alma solenemente humilde e piedosa. É pensativo, inteligente, mas muito dependente e solitário. Essa característica unânime o trará graves problemas no decorrer da trama...

VASSEUR LEGRAND
Vasseur Legrand é irmão de Annette, e embora apareça apenas no segundo volume, não deixa de ser um dos personagens centrais. Vasseur, desde pequeno, já demonstrava dotar de um caráter inquestionável por desejar uma vida sem regras, tampouco imposta pela sociedade. Ele é do tipo que não recebe (ou melhor, não aceita) ordens, mas seus atos por vezes se igualam aos de um cidadão respeitoso.

CHARLOTTE RENARD
A jovem Srta. Renard sabe como tirar proveito da feminilidade. Roubou o coração de Vasseur, quando o mesmo a libertou de uma vida rigorosa num dos mais longínquos vilarejos da Romênia. Ao tempo em que é bela, também possui incríveis habilidades disfarçadas pelo seu olhar sedutor...

ADRIAN
Seu passado é uma incógnita. Sua existência é obscura. Seu nome é Adrian, apenas... Nada sabemos sobre ele, senão que é um pirata que velejou por anos e conseguiu escapar do mar negro em busca do desbravamento do mundo. Dizem que ele não conhece o medo, apenas a dor; e que o seu olhar tem a grandeza de sondar qualquer alma feminina.

Participem! E boa sorte aquele que ganhar. ;)


a Rafflecopter giveaway

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Vem vindo aí... Vanishing Point (aka Ponto de Fuga)!

Uau, esse post está bem Tarantinesco!
Boa tarde, tripulantes. A postagem de hoje pode ser considerada especial (em todos os sentidos), pois estou trazendo de primeira mão algumas informações sobre o meu próximo livro (que não faz parte do mundo de Entre o Céu e o Mar, pelo menos não diretamente).
A ideia para esse novo livro, batizado como “Vanishing Point”, surgiu há algum tempo, e nessa época eu ainda não havia finalizado a saga dos piratas. A minha intenção, na realidade, era de fazer um conto e compartilhar com alguns amigos que eu fiz no velho Orkut em 2008. Eu ainda não era publicado, não fazia ideia de como funcionava o mercado editorial e, por essa razão, eu me sentia satisfeito em tão simplesmente compartilhar meus textos nas comunidades literárias. 

Devo dizer que essas comunidades agiram de uma maneira positiva na minha vida literária, era muito divertido repartir textos, receber feedbacks e conhecer outros talentos também. Conheci pessoas talentosas e sonhadoras, que inclusive até hoje mantenho contato diário. A maioria delas fizeram parte desse projeto que denominei “Vanishing Point” (seria uma tradução simples de Ponto de Fuga, e eu dava preferência ao nome inglês para homenagear uma obra cinematográfica dos anos 60, de mesmo nome). O conto – na época se tratava de um texto de no máximo cinquenta páginas – reunia tudo aquilo que tinha me influenciado, a começar pelo estilo de Quentin Tarantino (já ressaltei anteriormente o quanto admiro o trabalho desse diretor genial). Para relembrar um pouco, resolvi reunir alguns recortes da comunidade que eu ministrava (contos grindhouse), onde eu apresentei Vanishing Point.





O pessoal ficou todo empolgado, e da mesma forma eu fiquei ansioso para compartilhar aquele material de cunho artístico (sim, porque eu também comecei a ilustrar tudo). No entanto, foi-se passando o tempo e eu acabei não publicando esse conto na comunidade. O texto foi evoluindo, os personagens estavam cada vez mais interessantes, e eu decidi engavetar o projeto para me dedicar ao desfecho da saga Entre o Céu e o Mar. Pensava quase sempre em Vanishing Point, mas engavetá-lo e dar um tempo me faria ler o texto com outros olhos posteriormente. E foi o que aconteceu. Em 2011 eu resolvi dar uma repaginada no material (detalhe, o mesmo ainda não se encontrava finalizado!). Decidi voltar a trabalhá-lo, a lapidá-lo e a acrescentar inúmeras coisas, que o tornaram ainda mais original e interessante. A trama, logo de princípio, é bem semelhante ao cinema de Tarantino, envolvendo gângsteres, personagens caricatos em busca de vingança, tiro pela culatra, assassinos de aluguel, artes marciais, referência ao pulp, ao grindhouse, ao anime etc... Foi muito difícil, MESMO. O conto, daí então, converteu-se num livro cujo conteúdo presta tributo a diversas obras e nomes honrosos, mas sem perder a sua própria identidade.
Finalmente, após avançar anos em meio a pausas e dificuldades, o livro foi concluído em dezembro de 2013, recebendo o título de Ponto de Fuga (devido a N fatores, mas deixarei a interpretação do título para algum post futuro). O caráter desse livro está pautado nas minhas influências. No decorrer do tempo, trarei numerosas informações acerca de suas raízes, da mesma maneira a qual eu tenho feito com Entre o Céu e o Mar. O que mais me levou a admirar em Tarantino (além de sua engenhosidade), foi o empenho de revelar tudo aquilo que o impulsionara; acredito que todo artista se influencie em algo (seja um traje, uma imagem, uma canção ou mesmo um alguém) desde que a originalidade esteja sempre presente. E o livro também conta com ilustrações; nesse processo eu pude aproveitar bem o visual e inserir pequenos detalhes que fazem jus à obra e que nos remete ao gênero proposto. Há momentos e momentos... Aqueles em que somos embargados pela sensação de estar lendo um HQ; aqueles que sentimos um leve toque cinematográfico das décadas passadas, ou mesmo aqueles em que meras menções nos permitem relembrar nomes dignos de nota.




A trama

Iremos conhecer a história de dois adolescentes órfãos que tiveram uma infância perturbada nos guetos americanos. “Stuart”, o mais novo, é um ladrão habilidoso e viciado em drogas, que é resgatado por um estranho homem chamado “Steve”. Esse homem se mostra bastante interessado na vida de Stuart, e lhe promete um futuro prodigioso se o jovem aceitar sua oferta: se tornar um assassino profissional.
Não somente Stuart como também Terry são recrutados para o extenuante treinamento, promovendo ao longo dos anos diversos trabalhos sujos em nome de seu mentor e honrando o código de sua irmandade. Um certo dia, durante uma arriscada missão, Stuart conhece Shelly, uma mulher que jamais deveria interferir nos planos. Ele se apaixona e começa a manter um relacionamento secreto com ela, quebrando a primeira regra imposta por Steve. Aos poucos, enquanto suja as mãos de sangue e deleita a companhia de seu verdadeiro amor, o jovem acaba percebendo que tal segredo não pode ser alimentado para sempre, e que a qualquer momento Steve pode descobrir. É nessa fase dificulta de sua vida que ele decide abandonar o mundo do crime e fugir ao lado de Shelly para o Sul, sem saber, é claro, que tal escape lhe trará severas consequências.



Como recomeçar uma vida, quando um passado grotesco lhe sonda o caminho? Tudo o que Stuart queria era fugir com Shelly de uma gangue criminosa que ele deixou para trás. Cansado de viver ao lado da morte, decidiu mudar de rumo, ante a personificação de Afrodite nos olhos castanhos daquela jovem mulher. A situação complica quando ele é surpreendido pelos velhos comparsas, tendo de pagar um preço alto demais...
Dado como morto, transformou-se em um fantasma para a humanidade, capaz de qualquer coisa em nome da vingança.
Stuart fugiu do inferno, e enquanto não volta para lá, está em busca daqueles que pensaram ter acabado com a sua vida para sempre.

Gostaram da postagem?

Novidades sobre Vanishing Point ainda pintarão por aqui... Aguardem! =D

Robson Gundim



domingo, 2 de março de 2014

Artbook: O livro das artes sagradas

Boa tarde, tripulantes!

Capa do artbook, feita em parceria com Denis Lenzi
Eis mais uma postagem envolvendo o campo artístico dos meus livros. O assunto em questão é o meu primeiro artbook, intitulado O LIVRO DAS ARTES SAGRADAS; nele está contido todas as ilustrações da saga ENTRE O CÉU E O MAR e mais alguns que não foram inseridos nos livros. No total podemos contar com mais de 100 ilustrações! Cada ilustração é composta por um pequeno texto, sendo todas elas separadas por atos que pormenorizam o estilo de cada trabalho. Ora lidamos com artes mais obscuras, ora com outras mais fantásticas, também lidamos com artes oficias dos livros, as não oficiais (incluindo algumas de cunho humorístico) e por aí vai... Existe um ato onde apresento o processo de criação, com fotografias dos esboços e das retas finais, e de trabalhos ainda não finalizados (se eu não me engano, possuo mais de 50 desenhos inacabados).


Esse artbook é um projeto que nasceu em 2013, e previsivelmente será idealizado na bienal de SP agora em 2014. Entretanto, a revista está publicada no site da Perse (deixarei maiores informações no final da postagem), onde você pode comprar e garantir sua edição. Muitos já me falaram que a Perse capricha bastante nos livros, por esse motivo eu tomei a decisão de publicar por eles. Ainda não adquiri a minha revista, mas em breve o farei e atualizarei a matéria com imagens exclusivas do produto.
Separei algumas páginas para deixá-los curiosos, observem e me digam se esses desenhos não ficarão lindos na revista impressa?






Gostaram das imagens? Então se preparem, pois na revista contem muito mais! Mas não se preocupem, não será necessário esperar até Agosto para descobrir mais detalhes sobre o artbook. Estarei trazendo novas postagens sobre a revista, explicando mais sobre seu conteúdo e tirando qualquer dúvida acerca da mesma.

Espero que tenham gostado!
Um abraço,
Robson Gundim


sábado, 1 de março de 2014

Concurso cultural: Entre o céu e o mar

Olá tripulantes!

Estou trazendo as últimas novas sobre o "concurso cultural" que o blog parceiro FALA URUPÊS? está promovendo. Esse concurso surgiu a partir de uma ideia da colunista Lígia Colares, após realizar a leitura do primeiro volume de NOS MONTES DA INOCÊNCIA. Foi demais! Já surgiram os primeiros participantes e interagiram com muito entusiasmo. O prêmio consiste em dois exemplares da obra, com direito a marcadores e adesivos dos personagens (Annette, Richter e Vasseur). Super bacana, não é?


E para participar — pois ainda dá tempo! — é só acessar o blog da Lígia e responder a seguinte pergunta que está no banner:

A melhor resposta concederá o prêmio ao participante!

REGULAMENTO

Confira as regras gerais AQUI. Responda nessa postagem à pergunta "Se você tivesse a oportunidade de agarrar a liberdade... Seria em terra, ou em mar? Por quê?"
Até o dia 27/02 o blog estará aberto para as respostas dos leitores.
Do dia 28/02 ao dia 02/03 os ADM's e o escritor Robson Gundim analisarão a melhor frase de cada blog, para enfim escolher a frase ganhadora.
O resultado da promoção será divulgado dia 03/03, em uma postagem exclusiva, no blog "Fala Urupês?".
Para que os leitores saibam mais sobre o livro e para ajudar a criar as respostas, realizaremos algumas postagens no blog com resenha, informações de personagens, desenhos e dentre outros.

O que estão esperando? Participem!

Um agradecimento especial ao blog e a Lígia. =D

Abraço!
Robson Gundim

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Por trás das faces dos personagens

Hoje lhes apresento um assunto que eu particularmente adoro abordar: as referências e as maiores curiosidades sobre um livro. E desde já lhes adianto que este assunto interessante será frequentemente utilizado aqui no blog, devido a imensa bagagem de informações acerca das minhas influências e paixões. Os personagens retratados aqui serão os dois principais. E não coloquei os demais por serem menos importantes; como a Annette e o Richter lideram no topo da montanha e possuem mais curiosidades que os outros, foi mais sensato começar pelo casal. Tudo bem? Então se aconcheguem, preparem um tema instrumental e relaxem, a postagem vai começar!

Richter Belmont e Annette Legrand

Toda boa obra — pelo menos a maioria — provém de alguma influência, seja literária, artística, musical, cinematográfica, ou mesmo os quatro fatores (que é o meu caso!). Como um seguidor fiel dessas artes, atravessei todo o período da minha infância curtindo bons livros, boas músicas, bons quadrinhos, bons jogos também e, é claro, bons filmes. Tudo o que eu vivi de extraordinário através dessas paixões contribuiu para o nascimento de uma paixão ainda maior e mais forte; a escrita e o desenho. E foi aí que eu percebi que nenhuma barreira se interpolaria em meu caminho se eu tão simplesmente pensasse, esboçasse algo e disciplinadamente escrevesse. (Obviamente enfrentei muitos bloqueios criativos, no entanto eram por vezes corriqueiros, e como eu era muito novo, não me importava com as imperfeições dos textos!). Lendo, observando, ouvindo, jogando e assistindo toda aquela “mescla cultural”, eu aprendi a lidar melhor com os personagens e a compreendê-los posteriormente, muito embora eu ainda necessitasse de mais aprendizado para chegar aonde eu almejava.


A questão é que meus personagens principais de ENTRE O CÉU E O MAR – NOS MONTES DA INOCÊNCIA nasceram diretamente dessa fonte que havia sido preenchida lá atrás; e foi em meados de 2002 que eu iniciei o prospecto do livro (se eu não me engano, no segundo semestre do ano, e nessa época eu tinha 13 anos). Comecei a imaginar parte da trama e a observar os dois personagens em ação (que nesse caso eram a Annette e o Richter). Ambos vieram diretamente da “mescla cultural” que tanto me fascinava, impulsionando-me a matutar mais e a estudar uma forma de mantê-los originais — e vivos. Hoje quando eu paro no tempo e me recordo daqueles momentos tão únicos, dou risada sozinho e confesso a mim mesmo o quão perfeita foi a minha infância. Algo, talvez, até banal a outros olhos, mas aqueles instantes fizeram, fazem e farão parte da minha história de vida até o dia em que eu me for. Eu enxergava meus personagens, de olhos fechados, e escutava a trilha de suas histórias. Tudo parecia certo, perfeito. Eu só precisava do ajuste, da caneta... e do papel.

Richter Belmont, Castlevania (1997)
É amplamente interessante ressaltar que desde o primeiro momento, mesmo quando o livro se tratava de um embrião, eu já alimentava a ideia de torná-lo real com algumas ilustrações, pois o desejo de fazer com que o mundo enxergasse a Ann e o Rich exatamente da maneira a qual eu enxergava, se fortalecia dentro de mim; e por uma questão de palavra e honra — momento drama — eu tinha de fazê-lo. E a ideia de ilustrar surgiu por causa de duas influências... A primeira porque eu já desenhava com frequência (bem tortinho, diga-se de passagem rsrs); e a segunda porque eu jogava Castlevania (uma série maravilhosa que me conquistou a primeira vista em todos os sentidos e contribuiu muito para a minha escrita) e um dos personagens centrais logo me chamou a atenção (aos fãs, me perdoem, mas não foi o Alucard), sim; eu estou falando do próprio Richter Belmont.

Eu tenho quase certeza (99% de certeza, pois ainda acredito na possibilidade de algum outro ser humano pensar igual a mim nesse sentido) que quase NINGUÉM enxergou Castlevania do modo o qual eu enxerguei (talvez por essa razão eu me inspirei em um jogo taxado de “terror-aventura” para escrever um romance?)... Não sei. Mas voltando ao tema do post, mesmo sabendo que eu poderia inserir anteriormente um terceiro motivo, falarei agora sobre o escritor brasileiro Marcos Rey, que também me inspirou bastante. Ele integrou a antiga série literária Vaga-Lume, da clássica Editora Ática (fez um enorme sucesso nas escolas e nas bancas), e todos os livros de sua coletânea eram ricamente ilustrados, desde a capa até os capítulos! Pense no prazer que era ler aquelas historinhas cheias de aventura e suspense acompanhadas por imagens ilustrativas? Era demais! E isso me iluminou tanto, que eu não conseguia imaginar mais o meu futuro livro sem a presença brilhante das ilustrações (que por sinal, seriam feitas por mim também, ainda que saíssem tortinhas).

O livro de Marcos Rey ao lado do meu... Vejam as ilustrações!

Eu me lembro que somente em 2003, quando eu já era um seguidor fiel de Castlevania (eu encontrei a saga em 2001), conheci duas grandes atrações do cinema, que foram “Piratas do Caribe 1” (onde eu conheci a lindíssima Keira Knightley), e a série de TV “Tarzan”, (eu já tinha conhecimento da obra literária, pois havia assistido alguns filmes antigos e também ao clássico da Disney, que é um dos meus filmes de desenho favoritos).
A trama de Tarzan sempre foi uma das minhas prediletas. Eu gosto desse tema selvagem, estilo King Kong, onde "homem" e "fera" batalham e lideram no mesmo campo, cujos cenários nos transportam para as savanas imaginárias, africanas ou as selvas primitivas. Ressalto aqui a obra LENDAS DO OUTONO, de Jim Harrison, que apesar de não abordar nada sobre a África, nos conta quase que poeticamente uma história sobre a distinção entre o homem e o animal (Um guerreiro criado em território indígena ao lado de um urso). Vale muito a leitura... Mas enfim, voltando ao Tarzan, o livro é perfeito, um dos mais tocantes e psicologicamente “humanos” que eu já li. A série de TV, no entanto, não foi tão memorável assim, até porque a produção trouxe o Tarzan para os nossos tempos, e para piorar; deixou-o no coração de Nova Iorque, perdido nas grandes avenidas, enquanto Jane Porter, uma detetive, resolvia alguns casos na grande cidade... Apesar desse absurdo completo, a série me conquistou, pois os personagens eram carismáticos e as reviravoltas conseguiam mantê-la sempre ao ar. Era estrelada por Travis Fimmel e só teve uma temporada (foi cancelada no fim do ano).

Quem já leu o meu livro, precisamente falando de NOS MONTES DA INOCÊNCIA (2013), sabe que o Richter é um homem bastante reservado, misterioso, dono de uma forte personalidade e possui uma forte ligação com a natureza. Richter é, claramente, tanto uma homenagem ao Tarzan, quanto ao próprio Richter Belmont de Castlevania, por nutrir esses predicados que o classificam, por vezes, uma criatura “sobre-humana”. Na série Castlevania, Richter é um guerreiro sagrado, descendente de uma família abençoada que destinou-se a aniquilar o Conde Dracula, na Transilvânia (a estória é repleta de aventura, fantasia e muitas influências do livro de Bram Stoker). Em NOS MONTES DA INOCÊNCIA, Richter nasce trazendo em seu peito uma cicatriz em forma de cruz, motivo pelo qual muitos o classificam uma criança abençoada. Ele já nasce órfão, em uma cidade fictícia da Transilvânia, na região montanhosa dos Montes Apuseni, e vai viver em um rancho sob os cuidados de Loweed Schwartz (quem o adota a pedido da falecida mãe), e cresce livremente ao lado de uma garotinha chamada Annette Legrand.

Annette Legrand é uma personagem forte e especial, no entanto sem muitas raízes referenciais quanto o Richter. Ela basicamente representa a mulher guerreira de sua época por N fatores (não posso destacar todos eles em pormenores, mas quem leu UMA ODISSEIA ALÉM DO OCEANO sabe do que eu estou falando). Annette — e o leitor precisa saber — é a personagem do bem. Ela faz o bem e carrega uma alma bondosa. Devido a alguns empecilhos, ela sofrerá drásticas perdas e passará por uma mudança radical, a ponto de se transformar em uma saqueadora e desbravar os mares na companhia de terríveis piratas (entendam aqui agora a influência de Robert Louis Stevenson). Mas o fato é que Annette e Richter juntos integram "o casal" do livro, e por vezes,  eles enfrentam algumas diferenças... Ela veio de um berço aristocrata, estudou na cidade grande, noivou-se com um herdeiro de um conde e, apesar de amar Richter, ela mantém e respeita seu laço com o noivo. Quando adulta regressa ao rancho onde passou parte da infância, e assim descobre que estar com Richter é o mesmo que estar “desacorrentada” da esfera radical da sociedade. A loura que futuramente atravessará o mundo com piratas não quer ser dona de casa, casar em uma igreja e ser mãe. A loura quer cavalgar; quer correr sobre os campos; escalar as montanhas; caçar no interior das matas e visitar os bares na companhia de Richter (por sinal, o Richter aqui é um formidável caçador).

Na série Castlevania, a esposa de Richter chama-se “Annette Renard”, e eu adotei seu pré-nome à minha personagem para honrar essa união. Como um fã, eu não gostaria de ler um livro atual que, em cujo tributo ao Burroughs, a personagem da Jane encontra e se apaixona por algum homem de nome distinto ao de John Clayton ou Tarzan, pois certamente desonraria a obra original (opinião minha). Contudo, se trata de uma homenagem. Eu poderia criar uma história de artes marciais, com personagens chineses, e nomeá-los de Jane e Tarzan, e ainda assim muitos entenderiam a jogada. Mas apesar disso, meus personagens são muito diferentes e externam seus próprios predicados e personalidades...
Assim nasceu então o casal principal da minha primeira saga literária, e a partir daí, conforme o avançar do tempo e do meu aprimoramento como escritor e desenhista, comecei a trabalhar na parte artística do livro, mesmo sem antes tê-lo finalizado (ainda faltavam muitas coisas mesmo). No ano seguinte ao qual eu dei início ao prospecto do livro, em 2003, eu conferi, em um daqueles trailers de filmes que vinham nos extras dos DVDs originais, um teaser do mais novo filme de Quentin Tarantino: Kill Bill volume 1, e jamais imaginaria que, tempos mais tarde, estaria eu me tornando um dos fãs mais “fanáticos” desse diretor visionário e “insano”. Em 2004 vi Kill Bill nas telonas e foi inesquecível! Eu não preciso dizer que Kill Bill é um filme AMPLAMENTE rico em termos técnicos, e do mesmo modo em termos no que diz respeito as referências datadas por Tarantino. (Eu poderia escrever um livro inteiro sobre as cenas e os personagens que o filme homenageou, mas sinto que o leitor já sabe de tudo!) E nem foi bem essa parte de Kill Bill que me encantou de cara... Foi a fotografia e o visual do filme; o estilo tarantinesco e o meu amor a primeira vista. Os takes... As cores... As trilhas sobrepondo os momentos mais tensos... Tudo aquilo me fascinou a nível hard e me elevou ao quadrado.

Eu precisava ilustrar meu livro mais do que tudo agora, levando um pouquinho daquela marca de Tarantino (algo meio dramático que retratasse o teatro, ou mesmo simbólico, como os cenários preenchidos por determinadas cores e tons, que eram o fundo). O cinema, definitivamente, entrou na minha vida como uma inspiração, porque eu já conseguia (e tinha a proeza também) de enxergar meu livro como um filme — mesmo sem ser um filme — e daí veio-me a mente a ideia de utilizar atores reais para serem meus personagens... (Como assim, Rob? Ficou doido?) Não. Eu acho que não fiquei. Eu estudaria minuciosamente as faces dos meus atores favoritos, e a partir dos rostos deles — como ocorre nos modelos para personagens de jogos ou quadrinhos — eu desenharia os guerreiros que domariam as páginas do meu livro. Essa ideia perdurou por anos na minha mente, por muito tempo mesmo, até eu concluir o livro em 2012 e FINALMENTE iniciar as artes oficiais. Mas antes eu já havia feito muitos rabiscos, model sheets e testes com um “elenco” que eu havia selecionado ainda há muito tempo. O elenco completo de alguns personagens eu deixarei no final da postagem, mas explicarei aqui sobre a semelhança do nosso casal principal com os dois atores centrais.

Confiram abaixo — e em detalhes — as maiores similaridades deles com os respectivos atores.


Annette Legrand / Keira Knightley



Eu conheci a Keira Knightley (como todos já devem supor) no super bem sucedido Piratas do Caribe 1, em 2003. E seus cabelos louros e olhos profundos me encantaram intensamente, a ponto de me fazer enxergá-la como minha Annette! Na época eu não pensava muito a respeito, mas com o passar do tempo, conforme a Keira foi fazendo outros grandes papeis em diferentes e belíssimos filmes (tal qual Rei Arthur, Orgulho e Preconceito, e a continuação da saga de Piratas, por exemplo), eu decidi finalmente desenhar seu rosto para ilustrar minha personagem. Além de muito bonita, Keira sempre me transpareceu simpatia e humildade, e esse pequeno “desprezo” dela pela publicidade me encanta, de alguma forma... Há, é claro, outras particularidades, o que tornou a influência ainda mais inspiradora. Keira nasceu na Inglaterra, adora literatura clássica, transformou-se em um verdadeiro ícone em filmes de época, viveu grandes personagens literários (desde Elizabeth Benneth à Anna Karenina) e conquistou numerosos fãs com sua personagem pirata, a Srta. Swann. Como não escolhê-la? Ela era a atriz per-feita para ser, nas folhas de ENTRE O CÉU E O MAR, a aventureira Srta. Legrand!


Richter Belmont / Travis Fimmel
Foto de Travis por Tony Duran, Flaunt Magazine (2014)


Coincidentemente eu conheci o Travis Fimmel em 2003, no seriado de Tarzan que citei ainda há pouco. Travis, ao contrário da Keira, não seguiu a carreira tão firmemente após o seriado cancelado (mas logo o leitor irá entender). Sempre o considerei um bom ator (e hoje existem muitos trabalhos para comprovarem isso), carismático e muito simpático, e carrega um pouco desse caráter misturado ao absoluto fascínio pela natureza, atributos do meu personagem. Travis nasceu no interior da Austrália e só conseguiu a oportunidade de atuar após realizar uma série de campanhas como modelo para a Calvin Klein. No entanto, o negócio do futuro ator não estava pautado na moda. Ele conseguiu o papel de John Clayton no seriado Tarzan e, assim, ingressou nas aulas de teatro. Após o término da série, regressou a Austrália para a fazenda de seus pais e, desde então, só deixa o lar para a realização de alguns filmes. Em uma entrevista para a revista Flaunt desse mês, ele respondeu:

“I love the country. It’s hard to explain. When you grow up in the country you just enjoy it so much. I love animals and I love trees and anything country.” 
“Eu amo o campo. É difícil explicar. Quando você cresce no campo você gosta tanto. Eu amo animais e eu amo arvores e tudo que envolve o campo.”

Travis vive atualmente nesse mesmo rancho, e lidera o engenhoso cast de uma das mais conhecidas séries de TV chamada “Vikings” (que por sinal, é uma série extraordinária, com um impecável fundo histórico, abrangendo muitas navegações, cultura nórdica e batalhas navais!). Sem sombra de dúvidas, mesmo após ocorrer quase dez anos desde a escolha para ser o indomável Richter, o Travis valeu a pena!


Assim como outros atores que me serviram de inspiração nas artes, Travis Fimmel obteve conhecimento da existência de um desenho de Richter por meio da nossa querida internet. Mas ainda mantenho o sonho de poder apresentar, não somente a ele, mas a Keira e aos demais artistas que muito longe se encontram, os singelos traços das vidas que eles contribuíram para serem retratadas em ENTRE O CÉU E O MAR.

Confiram agora todos os atores que eu homenageei no trabalho artístico contido nos três livros, tanto nos dois volumes de NOS MONTES DA INOCÊNCIA quanto no único UMA ODISSEIA ALÉM DO OCEANO:

Vasseur Legrand — Gaspard Ulliel
Adele — Maia Morgenstern
Loweed Schwartz — Anthony Hopkins
Vincent Martinez — Bill Nighy
Nicholas Willefort — Rupert Friend
Charlotte Renard — Alina Vacariu
Megan Wilde — Elena Anaya
Jack Bennett — Guy Pearce
William Angkatell — Rupert Evans

Espero que tenham curtido a postagem de hoje, tripulantes!
Até a próxima!

Não deixem de visitar a página no facebook:
www.facebook.com/entreoceueomar 





terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

O capítulo deletado de "Uma odisseia além do oceano"

Os irmãos Legrand
Ahoy, tripulantes! Desta vez – suponho – eu cheguei para ficar. E não poderia deixar de abrir alas (ou reinaugurar o blog) sem abranger um assunto que é no mínimo popular no âmbito literário (principalmente para aqueles que escrevem!). Como não sou de conversar muito, tratarei de ir direto ao ponto... Pois bem! Todo escritor, em sua fase diplomática de revisão, se iguala a um verdadeiro espadachim afiado, cortando impiedosamente aquelas palavrinhas que brotaram em profusão durante o processo glorioso de sua criatividade... Às vezes chega a ser doloroso promover tal ação, eu mesmo já me vi em situações hediondas, a ponto de me sentir deprimido por apagar frases que tanto me iluminaram. Contudo, na maioria das vezes essas atitudes são bastante aceitáveis, afinal de contas é essencial (para nós) enxugar o texto e deixá-lo bem polido e agradável, para o bem do leitor (e do nosso, diga-se de passagem). E assim como esses “pequenos” cortes, existem também os “grandes”. Estou me referindo aos capítulos inteiros, aqueles que soaram impecáveis aos seus olhos, mas por um motivo aceitável – por assim dizer – você se sentiu obrigado a retirá-lo do manuscrito... Nem sempre uma GRANDE bagagem de informações preenche um livro por inteiro. E tendo excluído um capítulo, normalmente o engavetamos (eu mesmo faço isso, para o caso de aproveitá-lo em qualquer ensejo futuro). Ocorre que em ENTRE O CÉU E O MAR eu decidi excluir um capítulo super legal, que apesar de ser taxado por mim de “super”, foi retirado pelo fato de ocupar mais páginas que o devido, e isso preencheria demais a trama, deixando-a propensa a outras e outras lacunas... Enfim, esse capítulo havia sido ilustrado também, e narrava um episódio extraordinário dos irmãos Annette e Vasseur Legrand no Caribe.

Brandindo loucamente o sabre, o pirata beberrão quase acertou Annette, que não parou de correr. Para a sorte da loura existiu esse "quase", já que ela olhou para o alto e viu Vasseur dependurado, pronto para ajudá-la. O irmão pendia-se numa corda, que envolta no imenso coqueiro também sustentava uma rocha de imensurável peso...


Quem já leu o livro UMA ODISSEIA ALÉM DO OCEANO sabe que aventura, ação e mistério transbordam nas páginas. Ação, principalmente. Aqui o pivô é a adrenalina, os riscos da aventura e suas principais consequências. Como piratas, Vasseur e Annette Legrand mergulharam de cabeça para conseguir um navio e seguir à todo pano ao coração de Porto Rico. De lá, após uma acirrada luta contra dezenas de soldados em meio a um roldão imperial, os irmãos piratas içaram velas com destino à remota Isla Desecheo, onde, por ironia do destino, tiveram que mais uma vez guerrear... No capítulo que se segue esta longa batalha (Página 13, sob os domínios do capítulo "O Retorno da Domadora de Sabres"), Annette e Vasseur separam-se de sua tripulação forçosamente para desvendar o segredo de um antigo tesouro. (O motivo, só lendo para saber...) Contudo, sabe-se que o tesouro é o eixo da grande roda de conflitos, pois outros piratas e, para piorar, soldados da coroa, também atiram-se no campo de batalha (ou deveria considerar, "ilha de batalha?). Durante o processo, dei procedência a cena que levaria os irmãos piratas a sequestrarem um pirata hostil e inimigo, cuja intenção resumia-se na ação de interrogá-lo, pois ele sabia demais... Não obstante, o trecho foi deletado do livro e, juntamente ao mesmo, foram deletadas as ilustrações que agora apresento a vocês. As imagens seguem o estilo "quadrinho", com cenas bem detalhadas. Não há balões nesta sequencia, posto que o livro já pormenorizava cada movimento brusco adotado por Annette e Vasseur ao tentarem agarrar seu inimigo pirata. O lema deste grande feito foi: "Se pegarmos um deles, não apenas o interrogaremos... Pensaremos, Planejaremos e Operaremos como os nossos inimigos." Os desenhos foram planejados às pressas, mas evidencia parte da cena descrita:


Arfante, ou louro tomou fôlego e alçou o facalhão; a coisa silvou no ar e fez a corda soltar um estalo, atravessando-a numa incrível celeridade. Imediatamente após o corte, a rocha cedeu. Annette — que ainda entregue à corrida observava a gangorra ali montada — sentiu o inimigo a tomar proximidade, pisoteando a ponta da alongada madeira. O pirata se curvou ao atacar, errando o alvo; nessa hora muitas coisas aconteceram ao mesmo tempo...


Ao pisar na ponta da madeira, Annette preparou-se física e mentalmente e previu o salto; Vasseur soltou-se de cima; a irmã girou em vôo perfeito e pousou detrás do beberrão, acertando-lhe — milésimos antes que Vasseur pousasse — um chute poderoso na região das costas.


Gostaram dessa curiosidade e ficaram curiosos sobre o que viria a seguir? Não se preocupem, lobos do mar! Muitas revelações ainda estão por vir...

Ano dos desenhos: 2012
Escrito e Desenhado por Robson Gundim